Bloqueio de coronavírus estimula agricultores orgânicos a dar recompensa a favelas: cabras e refrigerantes: NPR

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Liege Camila Pistore Veras, Rafael Duckur e Joana Luiza Mendes (da esquerda para a direita) carregam caixas de produtos em um caminhão em uma fazenda nos arredores de São Paulo, Brasil. Esses produtos, e mais, serão distribuídos nas favelas, bairros urbanos pobres, onde os moradores vivem em casas lotadas e carecem de saneamento básico.

Patrícia Monteiro para NPR


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Patrícia Monteiro para NPR

Liege Camila Pistore Veras, Rafael Duckur e Joana Luiza Mendes (da esquerda para a direita) carregam caixas de produtos em um caminhão em uma fazenda nos arredores de São Paulo, Brasil. Esses produtos, e mais, serão distribuídos nas favelas, bairros urbanos pobres, onde os moradores vivem em casas lotadas e carecem de saneamento básico.

Patrícia Monteiro para NPR

Nas favelas do Brasil, bairros urbanos pobres, onde os moradores vivem em casas lotadas e carecem de saneamento básico, espera-se que o número de coronavírus seja brutal. Os empregos informais que sustentam 39 milhões de brasileiros, como vender comida de rua ou realizar trabalhos temporários de construção, também são vítimas da ordem de ficar em casa, que começou em meados de março. Para alguns desses assentamentos, a fome é uma ameaça tão real quanto a COVID-19.

A favela Brasilândia é o distrito da cidade com mais mortes em São Paulo.

Patrícia Monteiro para NPR


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A favela Brasilândia é o distrito da cidade com mais mortes em São Paulo.

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A cidade de São Paulo (São Paulo também é o nome do estado) está relatando aproximadamente mais de 3.000 mortes confirmadas de COVID-19 e outras 3.000 suspeitas de morte. A favela Brasilândia é a cidade com mais mortes, 156 confirmadas ou suspeitas, na última contagem.

“Como o COVID-19 está causando estragos em nossos sistemas alimentares, estamos vendo uma reversão em andamento, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo”, diz Agnes Kalibata, enviado especial da Food Systems Summit da ONU. “Os já desnutridos se tornarão ainda mais, à medida que alimentos saudáveis ​​se tornarem mais caros”.

Para muitos nas favelas, a fome é uma ameaça tão real quanto o COVID-19. Para ajudar, a Pertim, uma rede de agricultores, doa caixas de comida. No topo: Irani Cristina perdeu um estágio que ajudou a pagar pela faculdade. Esquerda: Hanna Tatielli está desempregada e vive com seu bebê de 10 meses e sua irmã. À direita: Maria Benedita Bezerra Lima e seu marido, Gonçalo Malaquias Lima, perderam o trabalho devido ao bloqueio.

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Para muitos nas favelas, a fome é uma ameaça tão real quanto o COVID-19. Para ajudar, a Pertim, uma rede de agricultores, doa caixas de comida. No topo: Irani Cristina perdeu um estágio que ajudou a pagar pela faculdade. Esquerda: Hanna Tatielli está desempregada e vive com seu bebê de 10 meses e sua irmã. À direita: Maria Benedita Bezerra Lima e seu marido, Gonçalo Malaquias Lima, perderam o trabalho devido ao bloqueio.

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“As pessoas no Brasil serão severamente danificadas pela quarentena”, diz Rafael Duckur, produtor de alimentos orgânicos que cultiva brócolis, pimentão, limão e outros produtos em sua pequena fazenda de 6,2 acres em Morungaba, cidade no estado de São Paulo .

Rafael Duckur (à esquerda) para na fazenda de José Dresler Neto para pegar laranjas, bananas e alguns abacates. Os produtos não vendidos costumam ser desperdiçados; Duckur quer levar o excedente para quem precisa.

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Rafael Duckur (à esquerda) para na fazenda de José Dresler Neto para pegar laranjas, bananas e alguns abacates. Os produtos não vendidos costumam ser desperdiçados; Duckur quer levar o excedente para quem precisa.

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Pequenos produtores como Duckur confiam principalmente no modelo de agricultura apoiada pela comunidade (CSA), vendendo diretamente aos consumidores em pequena escala. A pandemia significou a perda de alguns negócios – vendas para escolas e restaurantes públicos, por exemplo -, mas sua base de clientes é sólida. Os produtos não vendidos são desperdiçados, no entanto, naturalmente.

Rafael Duckur, produtor de alimentos orgânicos e fundador da Pertim.

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Rafael Duckur, produtor de alimentos orgânicos e fundador da Pertim.

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Duckur quer levar esse excedente para aqueles que precisam, enquanto apóia seus colegas produtores. Assim, em meados de março, como Duckur telefonou para o Instagram para ajudar a criar caixas de comida de graça e encontrar quem mais precisava. “Nós, produtores orgânicos, conhecemos o poder curador de uma boa comida”, escreveu ele.

Trabalhadores em uma fazenda de alface orgânica que participa do programa de caixas de alimentos. A fazenda fica em Morungaba, uma cidade no estado de São Paulo.

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Trabalhadores em uma fazenda de alface orgânica que participa do programa de caixas de alimentos. A fazenda fica em Morungaba, uma cidade no estado de São Paulo.

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Berinjelas são carregadas no caminhão de Rafael Duckur à noite em Morungaba.

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Berinjelas são carregadas no caminhão de Rafael Duckur à noite em Morungaba.

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Flavia Altenfelder, uma agricultora orgânica de uma cidade vizinha, viu o posto e estendeu a mão para Duckur. Juntos, eles fundaram a Pertim, uma rede de agricultores que trabalha para ajudar famílias nas favelas que precisam de comida – e para fornecer apoio à agricultura local. Pertim é português para “fechar”, porque o grupo quer aproximar agricultores e famílias.

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Rafael Duckur e outros agricultores que fazem parte da Pertim verificam a qualidade das caixas que estão preparando.

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Rafael Duckur e outros agricultores que fazem parte da Pertim verificam a qualidade das caixas que estão preparando.

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Desde o lançamento do Pertim, Duckur e Altenfelder ajudaram a formar outros três grupos. Os quatro grupos dizem que distribuíram mais de 400 caixas de comida em quatro favelas.

Pertim compra comida dos produtores para encher as caixas enviadas para as favelas. “A mesma cesta que vale para os pagadores sai como doação”, diz Duckur. Cada caixa contém frutas, ovos, vegetais, café e outros produtos orgânicos – até máscaras faciais de pano feitas localmente.

Joana Luiza Mendes abre portão para a Fazenda Malabar, uma fazenda onde Flavia Altenfelder cultiva seus produtos. Mendes está trazendo caixas para encher com alimentos que serão doados aos moradores da favela.

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Joana Luiza Mendes abre portão para a Fazenda Malabar, uma fazenda onde Flavia Altenfelder cultiva seus produtos. Mendes está trazendo caixas para encher com alimentos que serão doados aos moradores da favela.

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A Pertim é apoiada por doações em dinheiro e pela venda do que Duckur chama de cestas de “Robin Hood” para aqueles que podem pagar. A idéia é que o custo da compra de duas dessas cestas também forneça fundos que permitam aos agricultores distribuir uma caixa de comida gratuita para as favelas.

Brasilândia, com 280.000 habitantes, é o quarto distrito mais populoso da periferia de São Paulo. Lá, Pertim é auxiliado por Dimas Reis, morador de uma favela que é co-fundador de um coletivo que trabalha para melhorar a vida dos moradores e por um agente de saúde (como um assistente social) que encontra famílias que precisam das caixas.

Dimas Reis (em amarelo) recebe produtos orgânicos de Pertim em sua casa e os classifica em cestas individuais que serão enviadas para famílias carentes.

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Dimas Reis (em amarelo) recebe produtos orgânicos de Pertim em sua casa e os classifica em cestas individuais que serão enviadas para famílias carentes.

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As caixas de alimentos contêm uma variedade de alimentos – alface, salsa, escarola, repolho, abóboras, batata doce, beterraba, limão, berinjela, pimentão, pepino, banana, caqui, ovo e café – além de máscaras faciais.

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“É ótimo fazer esse link da fazenda para a cidade e restabelecer a conexão das pessoas com a comida”, diz Reis.

A logística de coleta, preparação e distribuição das cestas é complexa e demorada, e a Pertim está melhorando os procedimentos à medida que avançam. A comida deve ser recolhida dos produtores em uma faixa de cerca de 40 km e limpa. Depois, é transportado de caminhão para a favela, onde os voluntários classificam as mercadorias em caixas individuais.

Dimas Reis, ativista que trabalha para ajudar os moradores da favela Brasilândia, adiciona álcool a um borrifador para que ele possa higienizar as mãos enquanto organiza cestas de alimentos doadas pela Pertim.

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Dimas Reis, ativista que trabalha para ajudar os moradores da favela Brasilândia, adiciona álcool a um borrifador para que ele possa higienizar as mãos enquanto organiza cestas de alimentos doadas pela Pertim.

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Em uma viagem recente, 50 caixas foram distribuídas na Brasilândia, entregues diretamente a pessoas como Rodrigo Gonçalves na Brasilândia. O jovem de 19 anos é o único provedor em sua casa, que ele compartilha com sua mãe, duas filhas e uma sobrinha. “Sobrevivemos do meu trabalho e com a ajuda do Bolsa Família [a government welfare program]”, diz ele. Gonçalves é auxiliar de construção, o que significa que seus empregos são sempre temporários. Ele está esperando o próximo.

Rodrigo Gonçalves, 19 anos, recebeu uma das caixas dos agricultores. Gonçalves é o único provedor em sua casa, que ele compartilha com sua mãe, duas filhas e uma sobrinha. Ele é auxiliar de construção, o que significa que seus empregos são sempre temporários.

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Rodrigo Gonçalves, 19 anos, recebeu uma das caixas dos agricultores. Gonçalves é o único provedor em sua casa, que ele compartilha com sua mãe, duas filhas e uma sobrinha. Ele é auxiliar de construção, o que significa que seus empregos são sempre temporários.

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Duckur espera que a rede de fazendas em Pertim se expanda além das quatro que assinaram nos últimos dois meses.

Como observa Reis, colaborador da Pertim na Brasilândia, com pouco apoio do governo nas favelas, “temos que agir por nós mesmos”.

A Irani Cristina recebe uma caixa de alimentos orgânicos de Dimas Reis através do programa Pertim.

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A Irani Cristina recebe uma caixa de alimentos orgânicos de Dimas Reis através do programa Pertim.

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Patrícia Monteiro é um fotógrafo de documentários com sede em São Paulo, Brasil. Membro da Women Photograph e Girl Gaze, ela documenta questões sociais e de gênero na América Latina através de fotos e, mais recentemente, de vídeos. O identificador do instagram dela é @patriciapmonteiro



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