A vida de fé de São José

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Nota do editor: Hoje, na Festa de São José (19 de março), oferecemos aos leitores a seguinte meditação de Intimidade Divina, um volume espiritual clássico de um padre carmelita e mestre da vida interior, pe. Gabriel de Santa Maria Madalena (1893-1953). Nesta meditação, pe. Gabriel se concentra na fé heróica que o chefe da Sagrada Família exerceu em meio a todas as várias dificuldades e crises que enfrentou ao longo de sua vida – “[t]a perplexidade despertada em sua mente pela misteriosa maternidade de Maria, pela extrema pobreza e ansiedades relacionadas a Belém, pelas privações durante a fuga para o Egito ”etc.

À luz da pandemia de coronavírus (COVID-19) em andamento (rotulada como tal, correta ou incorretamente, pela Organização Mundial da Saúde), faríamos bem em refletir sobre como o “homem justo” (Mateus 1:19) – ele quem é o “Pilar e o pilar das famílias”, “Terror dos demônios” e “Protetor da Santa Igreja” (Ladainha de São José) – respondeu às provações de sua vida e como podemos imitar seu exemplo. “St. A vida inteira de José ”, diz pe. Gabriel, “pode ​​ser resumido como uma aderência contínua ao plano divino, mesmo em situações que lhe eram muito obscuras e misteriosas”. Ó Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, conceda-nos uma parte da grande fé de Teu pai adotivo!

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373. Vida de fé de São José

Por pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, O.C.D.

1. A disposição fundamental da alma de São José era de total confiança e abandono a Deus, que tinha sua origem em sua fé. São Mateus o chamou de “homem justo” (1:19); agora a Sagrada Escritura ensina que “o homem justo vive pela fé” (Romanos 1:17), e pode-se afirmar que nenhuma criatura, depois da Santíssima Virgem, viveu tanto pela fé quanto São José. De fato, tendo passado toda a sua vida na órbita do mistério da Encarnação, ele necessariamente teve que passar por todas as obscuridade que cercavam a realização do grande mistério. Portanto, Joseph precisava de uma fé profunda, uma fé continuamente nutrida pelo sofrimento e temperada pela angústia. A perplexidade despertada em sua mente pela misteriosa maternidade de Maria, a extrema pobreza e ansiedades relacionadas a Belém, as privações durante a fuga para o Egito, afligiram sua alma sensível a tal ponto que nas crises mais graves ele precisava da intervenção de um anjo, por quem ele foi sustentado e introduzido nas profundezas do mistério divino que se desenrola diante de seus olhos. Joseph se permitiu ser guiado com a docilidade e a confiança cega de uma criança. O Evangelho relata quatro eventos que testemunham isso:

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(1) Um anjo pôs fim à sua angústia, ordenando que ele tomasse Maria como sua esposa, “pois o que nela é concebido é do Espírito Santo”. José não hesitou por um momento e fez “como o anjo do Senhor lhe havia ordenado” (Mt 1: 20-24). (2) Um anjo o alertou para “pegar o menino e sua mãe e voar para o Egito” (Mateus 2:13). Sem demora, no meio da noite, o santo levantou-se e executou a ordem. Objetivamente, o vôo apresentou dificuldades esmagadoras: os grandes inconvenientes e perigos da jornada, extrema pobreza, exílio em uma terra estranha. Mas o anjo falou e José obedeceu. (3) Após a morte de Herodes, um anjo ordenou que ele voltasse para a terra de Israel. (4) Um anjo o advertiu a se retirar para a Galiléia (cf. Mt 2: 19-23).

Aqui temos quatro atos de fé e obediência cega. José não hesitou nem argumentou; ele não fez objeção; pois ele tinha total confiança em Deus; ele creu completamente nEle, em Sua Palavra, em Sua Providência divina.

2. A vida inteira de São José pode ser resumida como uma adesão contínua ao plano divino, mesmo em situações que lhe eram muito obscuras e misteriosas.

Também em nossa vida sempre há algum mistério, porque Deus tem o prazer de trabalhar de maneira oculta e secreta ou porque Sua ação é sempre incompreensível para nossa pobre inteligência humana. Portanto, precisamos daquele olhar de fé, de total confiança que, confiando na infinita bondade de Deus, nos convence de que Ele sempre e em todas as circunstâncias deseja o nosso bem e dispõe tudo para esse fim. Somente essa verdade amorosa nos permitirá, como Joseph, sempre dizer nosso sim a toda manifestação da vontade divina, um humilde, pronto, confiante sim, apesar das obscuridades, das dificuldades, do mistério. Deus fez uso dos anjos para fazer conhecer Sua vontade a José; Para manifestá-lo, Ele usa nossos superiores que, como os anjos, são Seus mensageiros e enviados. Obedeçamos com a simplicidade de São José, entendendo que Deus pode empregar qualquer pessoa ou circunstância para nos fazer conhecer e executar Sua vontade divina, assim como Ele usou o edital de César para levar José a Belém, onde Jesus nasceria. O Imperador Romano tinha intenções muito diferentes, mas Deus utilizou seu ato político para executar o plano da Encarnação. Deus sempre governa e dirige todas as coisas para o cumprimento de Sua vontade.

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Outra característica da vida de São José foi toda a sua consagração à missão que lhe foi confiada por Deus. José não viveu para si e para seus próprios interesses, mas apenas para Deus, a quem serviu em Jesus e Maria. Assim, ele é o verdadeiro modelo de almas interiores, de almas que desejam viver totalmente para Deus e com Deus, no cumprimento da missão que receberam Dele.

Texto retirado de Intimidade Divina (Baronius Press, 2015), pp. 1096-1098.

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